Foi confirmada a passagem da banda mais polêmica dos anos 90 por terras brasileiras. A turnê sul-americana do Guns n’ Roses chega a sete cidades tupiniquins em março (se o Axl aguentar): Rio de Janeiro (20/3), Belo Horizonte (22/3), Brasília (25/3), São Paulo (28/3), Curitiba (30/3), Florianópolis (1/4) e Porto Alegre (3/4). Por aqui, eles farão a apresentação no Estádio Durival de Britto e Silva, do Paraná Clube.

Agora, a pergunta que não quer calar: Vale a pena pagar altos valores para ver ESSE Guns n’ Roses? Em partes.

Bem, todos nós sabemos que em sua última passagem pelo Brasil, Axl Rose mostrou que a idade já chegou há um certo tempo e conseguiu macular hits absolutos, como a sofrível execução de November Rain no Rock in Rio, em 2011. Relembrar é viver:

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=iThbezq9t0I[/youtube]

Acho que dá pra ver que o problema menor com o Axl Rose é o sobrepeso.
Ele vem com a banda formada por DJ Ashba (guitarra), Dizzy Reed (teclados – também persistente na banda desde os 90s), Tommy Stinson (Baixo), Richard Fortus (Guitarra), Ron “Bumblefoot” Thal (Guitarra), Chris Pitman (teclados) e Frank Ferrer (bateria).

Quem era gunner chato não consegue evitar de comparar com a formação da Gold Era do Guns n’ Roses, pois não são apenas as performances que mudaram, simplesmente o som não é o mesmo, o gênero, o feeling mudou, como pudemos conferir pelo Chinese Democracy, que decepcionou os fãs em sua maioria, pois foi um álbum prometido na década de 90 e cumprido nos anos 2000, ou seja, os fãs ficaram parados no tempo aguardando que algo estrondoso como Appetite for Destruction viesse. Claro que não veio.

Guns N' Roses live at Allphones Arena, Sydney. (Photo: Ashley Mar/Triple M)

Mas Gabi, o novo Guns n’ Roses é ruim?

Claro que vai do gosto pessoal de cada um, mas o que eu acho importante frisar é: Não ouça como se fosse ouvir os álbuns antigos. Encare o Chinese Democracy como um projeto solo do Axl Rose, porque tem várias coisas boas nesse disco. Talvez se ele tivesse tocado isso como um projeto dele, sem carregar o nome de peso que o Guns tem, tudo tivesse dado mais certo, pois definitivamente o Guns não é mais hard rock. Eu acho que vale a ouvida descompromissada da lembrança dos anos 90, e a ida ao show até é interessante, mas não vá achando que vai “realizar seu sonho de ver o Guns”, porque aí a coisa desanda, até porque os valores praticados em São Paulo para essa turnê não são necessariamente baixos, e Curitiba não deve diferenciar muito nesse aspecto.

Deixo vocês com uma das faixas que acho boas do “novo Guns”, aí vocês analisam se vale ou não a empreitada.

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=ehMPmKHO6Vg&list=PL056566E8C5183B03[/youtube]

Serviço:
Guns n’ Roses – 30/03/2014 – 21h (convertendo para horário Axl, 0h).
Estádio Durival de Britto e Silva (Paraná Clube)
Valores ainda não divulgados, compra pelo site disk ingresso.